​Nota de Esclarecimento (Compensação)

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A Caesb age com má fé e tenta novamente ludibriar a categoria; no entanto, as trabalhadoras e os trabalhadores presentes na assembleia geral acompanharam os fatos:

Em assembleia realizada no dia 11/04, no Parque de Serviços do SIA, a categoria deliberou democraticamente e por ampla maioria por rejeitar a Proposta de Compensação dos Dias de Greve (conforme redação de 07/04).

Causou indignação à categoria a forma como a Empresa conduziu a negociação. Foram necessários 2 Ofícios do Sindicato para que fosse marcada uma única reunião, desde a suspensão do processo, em que a Diretoria da Empresa, que acompanhou as audiências no TRT, se recusou a participar do processo.

A proposta de compensação, que deixou explícito o "esgotamento" da negociação por parte da Empresa, mostrou-se indefensável ao obrigar os trabalhadores a fazer a compensação de 50% dos dias de greve com abonos, com o agravante de o tempo ser visivelmente insuficiente. São 32 dias de greve a serem repostos obrigatoriamente com abonos em cerca de 1 ano (54 semanas), com apenas 6 abonos a que os trabalhadores fazem jus por ano.

A proposta de compensação não respeita a legislação trabalhista ao impor proporção de 1:1, em vez de 1:1,5 em dias normais, e 1:2 nos domingos e feriados. Além disso, foi imposto aos trabalhadores da escala de revezamento o efetivo corte de salário, caso a Caesb não necessite convocá-los em um período de 4 anos.

Ressaltamos que a comissão de negociação falou que faria nova proposta, com prazo de 5 anos para compensar horas obrigatoriamente com abonos, apenas para os trabalhadores da diária; no entanto, até a votação, e mesmo depois dela, nenhuma proposta foi protocolada. Isso foi amplamente informado na assembleia!

E, ainda por cima, o início da compensação foi marcado pela Empresa para o primeiro dia após a Data-Base, 02/05, com a clara intenção de intimidar os trabalhadores a não exercerem seu legítimo direito de greve, na hipótese de a Empresa se recusar a negociar uma proposta justa.

Por fim, ressaltamos que a diretoria da Empresa não tem nenhuma preocupação com a possibilidade de corte de salário de milhares de caesbianos: é ela que está recorrendo ao TST e exercendo explicitamente sua política de perseguir quem luta.

Lutar, Manter e Conquistar.

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