Assembleia considerou proposta da Empresa insuficiente

Jornal

Cerca de 600 trabalhadores compareceram à assembleia geral realizada na Sede, em 23 de setembro, e reafirmaram que não aceitam a retirada arbitrária de direitos

A assembleia teve início com a expectativa de que a diretoria da Caesb apresentaria uma proposta nos termos informados pela Secretaria de Administração Pública do GDF ao Sindágua em reunião ocorrida no dia 22/09, com: 1) Manutenção do ACT com o índice de inflação; 2) não haver nenhuma retaliação; 3) abono dos dias de greve; e 4) pagamento correto do valor do PPR; com discussão das cláusulas do anuênio, titulação e Plano de Cargos (SGPC) na próxima data-base (maio/2015).

No entanto, contrariando orientação do GDF, o presidente Oto Silvério decidiu enviar à categoria mais uma proposta com retirada de direitos.

Onde está a tal centralidade do governo? O que fez o chefe do Executivo, Sr. Agnelo, acatar a decisão do presidente Oto? Diante dessas e de tantas outras perguntas, a categoria deu à diretoria da Empresa uma resposta à altura desse ataque. As trabalhadoras e os trabalhadores, por unanimidade, deliberaram, no dia 22/09, pela insuficiência da proposta apresentada pela Empresa e pelo retorno das campanhas de mídia (rádio, TV, panfletos e faixas), para denunciar a truculência da direção da Caesb e do vice-governador Tadeu Filipelli e a subserviência do governador Agnelo.

Está mais do que claro o real motivo por trás da tentativa de retirada dos nossos direitos duramente conquistados: tirar do trabalhador para dar a empreiteiros e comissionados. Que ninguém se esqueça: Estamos lutando contra as engrenagens da máquina podre do Estado, por isso temos que permanecer unidos e mobilizados.

NÃO BASTA REIVINDICAR. É PRECISO LUTAR!

O que propôs o presidente Oto

• PPR de 1,5 folha média, desde que não ultrapasse 46,55% da arrecadação anual da Caesb; se ultrapassar esse limite, a base de cálculo será de 0,75 folha média. Segundo a própria diretoria da Empresa, esse percentual já está em torno de 52% – com o que discordamos. Assim, continua retirando a expectativa de um direito, rebaixando a base de cálculo do PPR);

• Linearizar o anuênio (1% para cada ano trabalhado). Quem tem, por exemplo, 15 anos de Caesb e 19% de anuênio, terá seu percentual congelado até completar 20 anos de Empresa;

• Teto de R$ 5 mil como base para o cálculo da gratificação por titulação; e

• Suspensão dos efeitos do SGPC para 2015.

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