Greve a partir desta segunda-feira

Boletim

A mobilização e a luta são a chave para a vitória!

Em resposta ao desrespeito por parte da direção da Caesb, lutadoras e lutadores aprovaram em assembleia geral realizada na última quinta-feira, 12/05, na Sede, entrar em GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO a partir desta segunda-feira.

Em ofício enviado ao presidente da Empresa na quinta-feira, o Sindicato informa que a opção pela greve deve-se às tentativas frustradas de negociação e à intransigência por parte da Diretoria da Caesb em tentar reduzir em termos reais o salário da categoria, que acumula perda de 9,83% (Inflação INPC/IBGE), além de não negociar a pauta de reivindicações dos trabalhadores relativa à Data-Base 2016, entregue à Empresa há mais de 60 dias.

Ainda no documento, o Sindágua reitera que a proposta de reajuste de 2,5% apenas em algumas cláusulas financeiras foi considerada como um desrespeito e provocação, uma vez que não corrige sequer as perdas inflacionarias dos trabalhadores, o que implica redução real dos salários e benefícios; além disso, não houve nenhuma negociação acerca das bandeiras de reivindicação, a saber: 1) Fim das Perseguições, 2) Horário Corrido, 3) Correção do PCCS, 4) Valorização dos Aposentados e 5) Contratação dos Concursados, apesar de não existir nenhum impedimento no ACT para negociar avanços em tais pleitos.

Foram quase três anos sem correção salarial (maio de 2013 a setembro de 2015), com retroativo ainda pendente, além do congelamento de benefícios neste ano, a exemplo do anuênio e Plano de Cargos, o que tem trazido graves dificuldades e endividamentos aos trabalhadores.

Por tudo isso, é responsabilidade de toda a categoria, junto com o Sindicato, exercer mais uma vez o direito de greve!

Deliberações

As trabalhadoras e os trabalhadores presentes à assembleia do dia 12/05 deliberaram ainda:

1. Assembleia permanente durante a greve

2. Comando de greve formado pela diretoria executiva do Sindicato

3. Manutenção do percentual mínimo de funcionamento definido por lei – 30% do contingente total de funcionários, incluindo os terceirizados

GREVE: UM DIREITO CONSTITUCIONAL

A greve é um direito constitucional de todos os trabalhadores (artigo 9.° da Constituição Federal), também garantido pela Lei n.° 7.793, de 28.06.1989, cujo artigo 1.° diz: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.” Já o parágrafo 2.° do artigo 6.° da referida lei proíbe as empresas de “adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho”.

É importante lembrar que a greve aprovada tem por motivação o descaso da Empresa com a categoria, estando, dessa forma, respaldada pela lei. As trabalhadoras e os trabalhadores de todos os setores devem aderir (operacional, comercial, manutenção, administrativo etc.). Portanto, de forma alguma os chefes devem ameaçar ou tentar impedir os trabalhadores de participar do movimento.

Com exceção do percentual mínimo de funcionamento determinado por lei e regulado pelo comando de greve, todos os trabalhadores devem, sem receio, participar da greve.

COMANDO DE GREVE

Se houver alguma dúvida ou necessidade de orientação, os trabalhadores deverão procurar o coordenador do piquete ou ligar para o comando de greve:

• Catitu: 8445 1989

• Jaqueline : 8402 0021

• Fernanda: 8418 8603

• Henrique: 8445 1984

• Itamar: 8445 1983

• Marcelo Germano : 8445 1986

• Luiz de França: 9351 8627

• Paulo César: 9225 9004

• Rodrigo: 9115 9809

ORIENTAÇÕES PARA OS PIQUETES

1. Não tome decisões importantes no local do piquete sem antes consultar o coordenador de piquete, o qual deverá passar as questões para o comando de greve.

2. Os serviços essenciais às necessidades da população que coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança devem ser garantidos.

3. Evite discussões acaloradas com os chefes/colegas; diante de impasse, avise-o que você apenas está seguindo as orientações da assembleia geral e do comando de greve, e que se ele não concordar, deve ligar para o comando de greve.

4. Os piqueteiros devem convencer os demais trabalhadores a aderirem ao movimento grevista usando meios pacíficos.

5. Caso a polícia apareça, informe que está apenas exercendo seu direito legítimo de greve garantido constitucionalmente no Art. 9.º da Constituição Federal e na Lei 7.793, de 28 de junho de 1989.

6. Se os chefes praticarem algum tipo de assédio para forçar os trabalhadores a não fazer a greve, os piqueteiros devem repudiar veementemente tal ação e comunicar imediatamente ao comando de greve, pois tal conduta é ilegal e imoral.

7. Lembre-se: o momento é de unir forças; convoque os colegas a ajudarem no piquete.

8. Se houver alguma dúvida ou necessidade de orientação, procurar o coordenador do piquete ou ligar para os diretores do Sindágua.

9. É terminantemente proibido o uso de bebidas alcoólicas no local de piquete.

 

SERVIÇO PÚBLICO PRESTADO PELOS

TRABALHADORES DA CAESB É REFERÊNCIA NO DF

Pesquisa de satisfação dos clientes mostrou que mais de 85% da população entrevistada está satisfeita com os serviços prestados pelos trabalhadores, e mais de 70% declaram que entre os serviços públicos oferecidos à população, os melhores são aqueles prestados pela Caesb, conforme “Apresentação do Relatório de Administração Caesb 2015”, publicado no DODF de 22/04/2016.

Sabemos que esse expressivo resultado é fruto do esforço e da dedicação da categoria, que apesar das más condições de trabalho impostas pelo sucateamento, pela falta de pessoal e investimentos, vem se desdobrando para atender a população do DF com qualidade.

O Índice de Produtividade dos Trabalhadores da Caesb é considerado pelo Ministério das Cidades (MCidades) como acima do nível de desempenho máximo estabelecido. O Nível de Desempenho “A” ou máximo é 250 ligações por empregado; já a Caesb tem índice de produtividade de 343 ligações por empregado, ou seja, 37% acima do valor de referência.

Em relação à meta do PPR 2015, a categoria bateu 112% da meta de produtividade. É importante destacar que o aumento da produtividade veio acompanhado do aumento do índice de adoecimento da categoria, com crescimento de 47% nos casos de auxílio-doença entre 2011 e 2014. Isso evidencia a necessidade de lutarmos por nossa saúde e pela contratação dos aprovados no concurso Público, a fim de melhorar o atendimento à população.

Apesar de todo esforço, nenhum reconhecimento veio ou pode ser esperado da direção da Empresa, a qual retirou o horário corrido autoritariamente, persegue trabalhadores, paga PPR manipulado e rebaixado e faz proposta indecente na Data-Base, sequer corrigindo as perdas inflacionárias. Em 2015, quando o governador ameaçou privatizar a Caesb por meio de abertura de capital (PL n.º 467/2015), o presidente não se moveu para defender a Empresa; pelo contrário, declarou com cinismo que “queria ser dono da Caesb”.

Para mantermos a Caesb como referência de serviço público de qualidade, devemos lutar contra todos os ataques e malfeitos das empreiteiras e da direção da Caesb, que já demonstrou seu descompromisso com os trabalhadores e a população, chegando ao cúmulo de terceirizar até mesmo a atividade de fiscalização de obra!

Unidos Somos Mais Fortes!

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