Carta a você que NÃO aderiu à greve

Boletim

Esta é uma greve histórica pelo seu alto nível de adesão e pela mobilização. Temos setores inteiros juntos com o comando de greve, como a manutenção, religação e operação. Com exceção dos serviços essenciais e a terceirização (regular e irregular), temos praticamente só uma parte da chefia trabalhando.

Por que é importante a adesão ainda maior?

Primeiro, porque estamos em momento decisivo para nossa Empresa e para a categoria – ou se firma o projeto autoritário e privatista de Rollemberg/Luduvice, ou mantemos um projeto de Caesb pública e de respeito à população.

Ou seja, não é só por 2,5%, mas pelo caráter de nossos serviços e de nosso futuro como categoria; também pelos nossos atuais e futuros lutadores e sua defesa contra perseguições e intimidações.

Segundo, porque o contexto difícil exige ampla participação e unidade da categoria para se alcançar vitórias. E isso inclui setores da chefia! Não podemos nos vender para a política de cooptação via função gratificada, que é efêmera e instável e depois da privatização será drasticamente reduzida.

Veja o exemplo de servidores de vários outros órgãos que, em greve, não se submeteram a ordens abusivas e/ou entregaram simbolicamente suas funções aderindo à greve. Os gestores também devem se defender dos desmandos e da corrosão das gratificações pela inflação. Cargo de confiança não é servidão ou cargo assediável! Greve é um direito!

Terceiro, porque precisamos ser solidários com nossos colegas que ontem e hoje largaram suas famílias e seu lazer para participarem das atividades da greve. Na greve eles trabalham em dobro. E isso, querendo ou não, se reverte em resultados para todos. As grandes conquistas da categoria vieram dessas lutas. Sem essas pessoas, estaríamos onde a Empresa queria: baixos salários, mais terceirização, sem garantia de emprego.

Os senhores que deixam nossos caixas no vermelho para “equilibrar” a Empresa às nossas custas dizem que, se não apertarmos o cinto, o futuro será pior. No entanto, a realidade diz o oposto: a redução de custo com pessoal é um dos passos para enquadrar a Empresa em um modelo privatista, assim como a alta lucratividade não se reverte em melhoria aos empregados – vide os bancos que no ano passado bateram recordes de lucros, mas também de demissões, incluindo os públicos.

Manter a Caesb pública é lutar contra o sucateamento e a melhoria dos serviços, o que exige valorização do quadro e atração de novos técnicos.

Pensar público para não cair na privada!

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