Família Caesbiana unida e em luta!

Boletim

As trabalhadoras e os trabalhadores da Caesb estiveram reunidos no dia 28/05 último em assembleia seguida de ato, na Sede da Empresa, em protesto contra a intransigência da direção. O ato durou o dia inteiro e contou com a participação expressiva dos trabalhadores, dos filhos e companheir(a)os. A família caesbiana mais uma vez se mostrou unida em defesa dos seus direitos e de uma Caesb pública!

Durante o ato houve intervenções de militantes artistas locais que também vêm sofrendo ataques do governo, assim como a cultura em geral. O grupo de teatro Mamulengo Fuzuê apresentou uma peça satirizando a atuação da atual diretoria e a proposta privatista do governo Rollemberg. A música ficou por conta do grupo Aborígenes, e a diversão das crianças por conta dos brinquedos instalados no local, como o “pula-pula”.

Dirigentes do Sindágua, trabalhadores de base e outros militantes também se manifestaram. Chamou a atenção o relato do companheiro Gabriel Satti, militante da Intersindical e trabalhador da Sabesp, empresa paulista que passou pelo mesmo processo de privatização que agora Rollemberg tenta fazer com a Caesb. Ficaram claras para as trabalhadoras e os trabalhadores as consequências nefastas da venda de ações: demissão em massa, foco no lucro dos investidores, falta de investimentos nas áreas necessárias, queda na qualidade dos serviços e FALTA D’AGUA!

ACORDO SE FAZ COM RESPEITO

Sindágua e Caesb reuniram-se no dia 27 de maio para tratar da pauta da Data-Base 2015. A reunião começou num clima tenso, com ofensas pessoais e acusações infundadas dirigidas ao advogado e à direção do Sindicato por parte do presidente da comissão de negociação da Caesb, Sr. Élcio Rezende.

A Caesb, invertendo toda a lógica, afirma que o Sindágua não quer aceitar a contraproposta porque tem interesse “mercenário” em promover ações judiciais e assim inviabilizar a Empresa. Mas a verdade é que todos os passivos que os trabalhadores estão buscando na Justiça foram causados pela truculência da direção da Caesb ao descumprir o ACT, truculência que começou na diretoria passada e se ampliou na atual. É importante ressaltar que o Sr. Élcio era homem de confiança da direção anterior e continua sendo da atual.

Diga-se de passagem, essa tentativa de jogar a categoria contra a diretoria do Sindicato, dividindo-a com chantagens, tem sido frequente nos boletins da Caesb. Tal atitude foi reforçada no último boletim – o de número 07 –, no qual a Empresa chama o horário corrido de “privilégio” e tenta dividir a categoria entre estes e os demais trabalhadores que “só querem o reajuste”.

O Sindágua deixa claro que os trabalhadores já deram o recado: só aceitam assinar o ACT com o respeito a todos os direitos da categoria. A luta é pela manutenção de todo o ACT. Não estamos dispostos a trocar um direito pelo outro. O horário corrido é conquista, e o reajuste inflacionário uma obrigação da Empresa!

Apesar de estar há mais de um ano argumentando com a Caesb e deixando clara a real situação da Empresa, a diretoria do Sindágua expôs mais uma vez as preocupações dos trabalhadores quanto aos rumos tomados pela Companhia nesta data-base e em seguida passou-se à discussão da pauta de reivindicações. A Caesb ouviu as ponderações dos dirigentes, acenou com a possibilidade de recuo em relação ao ataque aos direitos dos trabalhadores, porém, em outros pontos, mostrou-se mais resistente.

A reunião terminou sem a apresentação de uma contraproposta por parte da Caesb, mas com a promessa de uma nova reunião nesta semana. Os trabalhadores e as trabalhadoras esperam que a Empresa aja com bom senso e apresente uma proposta que atenda aos direitos da categoria e que ajude a Caesb a voltar a ser a referência que sempre foi.

O HORÁRIO CORRIDO PODE “SALVAR” A CAESB...

Dentre as várias contradições dessa “nova” diretoria está o ataque insano sobre o horário corrido. Se, por um lado, o presidente defende o corpo técnico da Empresa e pede aos trabalhadores mais empenho e dedicação para recuperar a imagem da Caesb, por outro retira do RH um dos melhores instrumentos de gestão para melhorar a produtividade dos empregados.

Está mais que comprovado: não somente na Caesb, como em outras empresas que adotaram essa bem-sucedida ferramenta, a redução na jornada de trabalho melhora a qualidade de vida, reduz o absenteísmo e aumenta a produtividade. Para quem diz que quer “tirar a Caesb do buraco”, a diretoria está indo na direção contrária às experiências de sucesso e à opinião do corpo técnico da Empresa, principalmente da área especializada em recursos humanos – a GEP.

CONTRA A PRIVATIZAÇÃO, MOBILIZAÇÃO

A “nova” diretoria e o governo Rollemberg vêm promovendo um forte ataque aos direitos dos caesbianos, maior do que o ocorrido na diretoria e no “desgoverno” anteriores. A “nova” diretoria descumpre o Acordo Coletivo e as decisões judiciais, e, de forma irresponsável, põe em risco o futuro da Caesb. Por isto, a família caesbiana se reuniu para reivindicar o cumprimento do ACT em relação ao horário corrido e ao Plano de Cargos. Reivindicou também avanço nas negociações da Data-Base 2015 e protestou contra o envio à Câmara Legislativa do PL n.º 467/2015, que solicita autorização para venda de ações da Caesb na Bolsa de Valores.

Os trabalhadores e as trabalhadoras deixaram claro que vão à luta como sempre fizeram em momentos de ataque como este. Foi assim que evitamos o colapso da Caesb no projeto Corumbá IV (Roriz/PMDB); evitamos a demissão de 350 trabalhadores do pós 88 (Cristovam/PT); enterramos a CaesbPar (Roriz/PMDB); evitamos o golpe da Tarifa Zero de Esgoto (Eliana Pedrosa/PPS); derrubamos a PPP da ETA Paranoá (Agnelo/PT); pusemos fim ao PL dos comissionados (o Trem da Alegria – Agnelo/PT); e conseguimos a realização de concurso público na Caesb após dez longos anos de descaso.

Enfim, não há dúvida de esta é uma categoria com um histórico de lutas e união. E será com essa união que vamos derrotar mais esse projeto privatista de um governo que até aqui só trouxe prejuízos ao povo do DF. Vamos às ruas! Vamos ocupar a Câmara Legislativa toda vez que esse ou outro projeto que prejudique a população for colocado em pauta!

O governador Rollemberg encaminhou o PL 467 pedindo que seja aprovado em regime de urgência. Assim, sua tramitação na Câmara deverá ter início em breve. Precisamos estar mobilizados!

AÇÕES DE DESAPOSENTAÇÃO

O Sindágua já está fazendo as ações de desaposentação. Poderão fazer parte dessa ação os trabalhadores que se aposentaram e continuaram trabalhando, exercendo atividade remunerada junto à empresa empregadora e contribuindo para o sistema previdenciário.

O primeiro passo é preencher o requerimento disponibilizado no site do Sindágua e ingressar administrativamente junto ao INSS. Tendo o órgão negado o benefício, o aposentado deve procurar o jurídico do Sindicato para ingressar com a ação. Essa dinâmica é necessária, pois é praxe do TRF fazer tal exigência neste tipo de ação. Poderão também acionar a Justiça os aposentados já desligados.

ROLLEMBERG MENTE SOBRE AS CONTAS DO DF

No início do seu mandato, a equipe de governo de Rollemberg afirmou que recebeu o GDF com um saldo praticamente zerado, provocando o terror e o caos que vimos no início do ano. Depois de dois meses de auditoria, o Tribunal de Contas do DF desmente Rollemberg e mostra que o saldo era quase 300 vezes maior que o declarado pelo governo! O valor declarado pelo governo referia-se apenas a uma das cerca de 1.400 contas do GDF...

É importante lembrar que foi com essa mentira que Rollemberg convenceu a Câmara Legislativa a aprovar parte do seu pacote de maldades contra a população e os servidores públicos, seu alvo predileto. Foram aprovados aumentos em vários impostos e os servidores viram os reajustes concedidos a partir de 2013 ameaçados pela Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público do DF. Felizmente, o Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade dos reajustes e que há dinheiro no orçamento para honrá-los.

Ressalte-se que grande parte dessas “desinformações” foram passadas pela equipe de transição do governo Agnelo/PT para o governo Rollemberg/PSB. Essa equipe – da qual fez parte o presidente da Caesb, Maurício Luduvice – alardeou um déficit nas contas públicas desde novembro de 2014, embora não apresentasse dados consistentes sobre a origem do suposto “rombo”.

Por conta das derrotas que desmascaram a incompetência de seu governo, Rollemberg ataca os trabalhadores das empresas públicas ameaçando privatizar o serviço público. O governo mentiu durante a campanha eleitoral quando assumiu o compromisso de “valorizar a Caesb, mantê-la pública, cumprir os Acordos e manter os direitos dos trabalhadores”; mentiu quando assumiu o governo, ao afirmar que o GDF estava em crise financeira, e agora joga a conta para a população e os trabalhadores.

A venda das empresas públicas é a pior das soluções quando se trata de “equilibrar as contas do governo”. Primeiro, porque o valor arrecadado com a venda de ações é muito baixo, como mostra o histórico desse tipo de transação. Segundo, porque esse valor é arrecadado uma única vez, e o suposto problema do GDF é de fluxo de caixa – no ano que vem, mesmo que venda todas as empresas públicas, o governo terá os mesmos problemas.

Para se ter uma ideia, o governo avalia as empresas públicas em cerca de R$ 5 bilhões, dos quais pretende arrecadar aproximadamente R$ 2,5 bilhões, e tem para receber, em débitos inscritos na dívida pública, por volta de R$ 14 bilhões. O que falta, portanto, é ação por parte do GDF para receber essa dívida.

Aliás, se por um lado Rollemberg quer vender as empresas públicas, alegando “quebradeira”, por outro dispensa R$ 2 bilhões por ano só com a renúncia fiscal no ICMS. Isso mesmo! O governo “socialista” age como um Robin Hood às avessas: RENUNCIA em favor dos empresários, arrocha a população com aumento de impostos e ainda ameaça o patrimônio público.

A venda de ações no mercado muda o foco das empresas públicas, da prestação de um serviço de qualidade à população para o lucro dos acionistas. As consequências desse tipo de medida são conhecidas de todos. Dessa forma, fica claro que a venda de ações proposta pelo governo Rollemberg atende a outros interesses que não o de “sanar” as contas do GDF. A população e os trabalhadores não podem pagar pela incompetência desse governo!

Assim, o SINDÁGUA convoca todas as trabalhadoras e os trabalhadores para ASSEMBLEIA GERAL nesta terça-feira, 9/06/2015, às 8h30, em frente à Câmara Legislativa. Na pauta: 1) Informes; 2) Privatização da Caesb – PL 467/15; 3) Contraproposta da Caesb, se houver.

 SDS – Edifício Venâncio VI – Sobrelojas 12 a 15 - Fax: (61)3323-1196 – CEP: 70393-900 – Brasília-DF –  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.  login