Categoria intensifica a luta por seus direitos

Boletim

A cúpula de gestão da Empresa e a Diretoria Executiva do Sindágua se reuniram por duas vezes desde a Assembleia Geral que rejeitou a “quarta” proposta da Caesb. Na primeira reunião, estiveram presentes, pela Caesb, o presidente Maurício Luduvice; o diretor de Suporte ao Negócio, Fábio Albernaz; e o diretor Financeiro e Comercial, Geraldo Julião, além da procuradora jurídica, Ana Elizabeth, o assessor de Comunicação, José Carlos Camapum, e a comissão de negociações da Caesb. Já na segunda reunião, não compareceram o presidente, o assessor de Comunicação e o diretor Geraldo Julião.

No primeiro encontro, apesar de todo o atraso na resolução de uma data-base que se arrasta por mais de dois anos, flagelando pais e mães de família que constroem essa Empresa, finalmente a direção da Caesb deu mostras de que pretendia negociar. Diferentemente das outras reuniões, em que chegava com uma proposta escrita e entregava ao Sindicato, desta vez foram discutidos vários pontos que dificultam a assinatura de um novo ACT.

Depois de um enorme esforço de argumentação por parte do Sindicato, a Empresa apresentou uma proposta em que, dentre outras coisas, recuava da ideia de impor o fator 45%, passando a discussão para uma comissão paritária. Essa proposta foi submetida à Assembleia Geral e considerada insuficiente, pois ainda não contempla algumas necessidades essenciais a todas e todos.

A segunda reunião, no entanto, apresentou um recuo na linha da negociação. Foi uma reunião mais curta, na qual a Empresa apenas ouviu o Sindicato e reafirmou a proposta, sem aprofundar as questões trazidas pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores. Para quem reivindica apenas a manutenção dos direitos duramente conquistados, isso representa descaso e desrespeito.

Assembleia considera a proposta insuficiente

Em mais uma das muitas assembleias lotadas, as trabalhadoras e os trabalhadores avaliaram a proposta formalizada pela Empresa no final da tarde. Por esmagadora maioria, a categoria avaliou a proposta como insuficiente e deliberou por voltar a discutir com a Empresa os seguintes pontos:

1. Pagamento da reposição inflacionária de uma só vez. Pela proposta da Empresa, a concessão do mero reajuste pela inflação seria de forma parcelada. Entendeu a categoria que isso aumenta ainda mais a perda nos salários.

2. Pagamento de uma compensação financeira pela perda nos salários em razão do não reajuste dos salários. A categoria entendeu que não pagar o retroativo perpetua a perda. Além disso, a situação financeira dificílima em que se encontram as trabalhadoras e os trabalhadores deve-se à falta de reajuste e dos PPRs pagos de forma injusta. Nesse contexto, isso se constitui numa necessidade urgente.

3. Não congelamento do Plano de Cargos e do anuênio em 2016. Pelos mesmos motivos, isso significa a extensão das perdas impostas à categoria por mais um ano. A categoria não pode mais “pagar o pato”!

4. Reajuste no adicional de condutor e retirada de texto discriminatório. Pela proposta, a Empresa não reajustaria o beneficio nem pela inflação; além disso, deixaria transcrito no ACT tratamento discriminatório aos PNEs, vez que o texto diz que a Caesb não adaptaria veículo. Isso é contraditório com a política de inclusão da Empresa.

5. Manter a forma de reajustamento das funções gratificadas. A Caesb pretende desatrelar o reajuste das funções gratificadas dos salários, limitando-o ao reajuste dos salários.

6. Saída para a questão do horário corrido. Os trabalhadores reivindicam, minimamente, que seja respeitado o direito de recorrer ao Judiciário em relação ao direito lesado por ato unilateral do presidente. Para isso, propõem que sejam mencionadas, em documento válido, as discordâncias em relação ao direito ao horário corrido.

Caesb ameaça a segurança de trabalhadores com cortes na Vigilância

A direção da Empresa fez diversos cortes na vigilância das unidades da Caesb, de forma autoritária e sem nenhum planejamento e critério. Prova disso é que até mesmo os gestores das unidades operacionais foram ignorados. Essa medida irresponsável já resultou em seis ocorrências graves nos últimos 60 dias – sendo 2 na ETE Sul e 4 na ETE Melchior – envolvendo furto de patrimônio.

 Na ETE Sul, arrombaram a oficina de solda duas vezes e levaram equipamentos caríssimos, além da invasão da elevatória que fica na estação, depois da retirada de 33% dos postos de vigilância. Na ETE Melchior, roubaram os tacógrafos de todos os caminhões da unidade, arrombaram a oficina de serralharia e levaram equipamentos e materiais. O depósito da empresa terceirizada de manutenção civil também foi arrombado.

 Outra gravíssima situação denunciada foi a retirada dos vigilantes dos Reservatórios, colocando em risco o abastecimento e a qualidade da água que atende milhares de pessoas. Na ETA Pipiripau, que trata em média 400 L/s, ficou apenas 1 vigilante; e quando este faz a ronda, ninguém controla a entrada e saída de pessoas. É um absurdo esse ataque irresponsável da direção da Empresa, que coloca em risco a saúde e a vida dos trabalhadores e da população.

Felizmente ainda não houve ocorrência contra a vida dos trabalhadores, mas este cenário revela um risco iminente, requerendo assim uma imediata mudança desta periclitante situação. Em algumas unidades, a ronda do vigilante demora quase 30 minutos, tempo suficiente para bandidos praticarem furtos, roubos e violência física contra as trabalhadoras e os trabalhadores, os quais ficam à mercê desta negligência, principalmente nos plantões noturnos de locais ermos. 

É importante frisar que os cortes nos contratos de terceirização têm prejudicado somente os trabalhadores com a perda de seus empregos e mais exploração para os que ficaram e tiveram que assumir o serviço dos companheiros demitidos. Enquanto isso, o GDF mantém cerca de 14 mil cargos comissionados, sendo 5.198  apadrinhados (sem concurso público), número bem próximo do governo federal PTista, segundo Diário Oficial do DF de 2/06/2015. Cabe perguntar novamente: serão essas as marcas da “nova” política?

Assembleia Geral na ETA Brasília, com caminhada até o Buriti

Diante da intransigência da direção da Empresa, reafirmada na última reunião, as trabalhadoras e os trabalhadores decidiram intensificar a luta. Como primeiro passo, deliberaram por realizar uma Assembleia Geral com concentração na ETA Brasília e caminhada até o Palácio do Buriti. O ato no Buriti objetiva viabilizar uma reunião com o governador Rodrigo Rollemberg para tratar da data-base. Visa também alertar a população sobre os ataques neoliberais do governo do PSB sobre a melhor Empresa de Saneamento do país. Não podemos nos calar diante dos ataques da “nova” política!

Assim, o SINDÁGUA convoca todas as trabalhadoras e os trabalhadores para ASSEMBLEIA GERAL nesta quinta-feira, 17/09/2015, às 8h30, na ETA Brasília. Na pauta: 1) Informes; 2) Data-base; 3) Contraproposta da Caesb, se houver. 

SEM RETROCESSO! UNIDOS SOMOS MAIS FORTES!

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